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domingo, 6 de setembro de 2015

3 marcas de roupa que você precisa conhecer

As mágoas acumuladas desses tempos de crise têm que ser afogadas. Não, isso não é sobre bebidas alcoólicas em excesso, é sobre consumismo mesmo. As minhas mágoas, pelo menos, só são devidamente afogadas depois que quebro meu porquinho e entupo minha gaveta de roupas novas.
Quebrar o porquinho de economias é uma decisão daquelas que você tem que pensar uma vez e meia, exige bons motivos e muita sabedoria. Sabedoria não posso garantir, mas darei a você alguns bons motivos (aposto que depois desse post teremos de organizar um funeral de cofres)

 

RETROPY: Se você gosta de estampas tanto quanto eu, prepare seu coração. Essa marca é por definição própria “um culto ao tropicalismo latino”. Surgiu da amizade de três pessoas que construíram uma ponte colorida entre Brasil e Peru. É uma mistura alegre de cores, formas e flores que lembram o carnaval de rua carioca e cheiram à música e festa.
A Retropy é nativa da Ilha e Paquetá do Rio de Janeiro e atende tanto ao público masculino quanto ao feminino. No primeiro sábado do mês a Retropy está na Feira da Rua do Lavradio , no Centro do Rio, das 10:00 às 19:00 horas. Em todos os outros sábados eles estão na Feira de Antiguidades da Praça XV, no Centro do Rio, das 9:00 às 15:00 horas. Dia 12 de Setembro, às 16h, a marca estará na Feira Livre na Est. De Jacarepaguá, casa 5500.
Mas se não for do Rio de Janeiro não se desespere: a Retropy tem uma loja online! Acesse o site deles para ficar por dentro de tudo.  Instagram | Facebook 


               OVO FRITO: Idealizada por uma dupla de amigos criativos e sonhadores, a marca ainda está aquecendo os motores, ou melhor, as frigideiras. Mas o cheirinho já chegou aqui: sim, comprei a blusa “plants are friends”. Também é natural do Rio de Janeiro, mas tem uma certa influência mineira e a tendência de não parar em um lugar só.
 A arte é limpa, moderna e atende a todos os gostos. O preço é acessível e a produção limitada “até quando durar a nossa criatividade”, segundo eles. Ainda bem que, se bem os conheço, a criatividade é muita. Por enquanto o contato e a compra são feitos pela página do facebook e entregam pelo correio, mas em breve divulgarão seu site com loja online! Instagram   


GABRIELA MAZEPA: O projeto dessa marca tem o clima do post do Wagner, aqui no blog, sobre o que fazer com o lixo. Nesse caso, o projeto RE-ROUPA olha para as 10.000 peças de roupa que vão para o lixo a cada 5 minutos.  Sim, DEZ MIL A CADA 5 MINUTOS.
O projeto RE-ROUPA, então, descostura e costura roupas que já foram de outros jeitos e tecidos que seriam desperdiçados, transformando-nos em peças lindas, novas e ainda com um quê de sustentabilidade. Além disso, o RE-ROUPA também transforma aquelas roupas que você já não gosta tanto, mas acha que poderia melhorar de alguma forma. Para isso você só tem que enviar um e-mail para shop@gabrielamazepa.com, explicar seu caso, suas intenções com a peça e pronto: eles re-roupam para você!
 A Gabriela Mazepa/Re-Roupa também tem loja onlinepágina no enjoei!

Eu já quebrei meu porquinho e gastei minhas economias to-di-nhas. Estava mesmo precisando de uma peça de roupa que tivesse um ovinho fritinho bordadinho no lugar de etiqueta. E você? Qual é seu artigo de primeira necessidade no momento? Miley, what's good?


Todas as fotos referentes às marcas aqui citadas (com exceção das últimas três) foram retiradas de suas respectivas páginas no Instagram, Facebook ou de seus sites oficiais.  

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Você pode melhorar o mundo carregando um copo


   Gente, esse post demorou mais do que eu gostaria pra sair, vida de universitário continua corrida mas sem mimimi, vamos ao que interessa. Hoje vou compartilhar com vocês algo muito bacana que vi na Fugere Urbem III, onde produtores locais apresentaram seu trabalho sustentável de algum forma e a sua arte (sim, foi mais uma overdose cultural). O evento aconteceu na Vila Flores em Porto Alegre no último dia 15, com produção do Projeto Vuelta al Mundo. Um pedido simples deles me relembrou que a gente PODE SIM melhorar o mundo a nossa volta aos pouquinhos, com pequenas atitudes. Só não pode cair naquele discurso de que “Ai, a coisa tá tão feia que não tem mais solução.” Pra mim isso é papo estimulado pelos “caras” que não tem interesse em mudar o sistema.


   Voltando à Fugere Urbem (do latim, “fugir da cidade”), sugere algo que se desligue da vibe louca que a gente vive nas metrópoles, num clima mais tranquilo, uma vibe de paz. Pois foi EXATAMENTE isso que eu senti na Vila. Fomos uma amiga e eu, porque viver uma experiência legal e dividir é muito legal sim, mas analisando agora, mesmo que eu se estive desacompanhado, o pessoal que frequenta o local é muito receptivo e quando vi já trocava ideia com duas meninas desconhecidas sobre qual cerveja eu deveria provar, já que haviam mais de quatro produtores artesanais lá.

   E é aqui onde quero chegar! Quando tu vai num evento aberto, geralmente te servem bebida no que? Nos que eu vou, por mais legais que sejam, sempre sou servido num copo plástico que é usado e descartado. Eu não jogo lixo na rua, o meu remorso de contribuir pra um planeta pior seria colossal. Mas nem todo mundo pensa assim, aliás, muita gente acha que um copinho a mais no chão não vai fazer diferença. Pois bem, na Fugere fez! Espia só a quantidade de gente que curtiu a festança...

   
   E agora olha como ficou o chão um dia depois do evento...



   Não, eles não limparam! Esse chão limpo que vocês tão vendo é contribuição das pessoas que participaram da festa, por um pedido simples que os organizadores fizeram:

   TRAGA SUA CANECA (NÃO TEREMOS COPOS PLÁSTICOS)! O EVENTO VISA NÃO PRODUZIR LIXO, C O L A B O R E!

   Ai tu pode vir me dizer o seguinte: Mas Wagner, eles podem deixar de vender por não terem copos, e poxa, chato ter que carregar um copo pro evento né?
Eu acredito que, se tu quer algo vai ter que se esforçar pra alcançar. Logo, se eu quero um planeta melhor preciso fazer algumas coisinhas, por menores que sejam (tipo levar meu próprio copo num evento) pra contribuir pra uma vida melhor. Essa foi a terceira edição do evento e pelo que percebi o pedido de trazer próprio copo pra beber vem das edições anteriores. Escolhi falar sobre esse copo porque temos o maldito costume de colocar a culpa de manter certos hábitos na cultura. Quantas vezes tu já não deve ter ouvido algo do tipo: Menino brincar com carrinho e menina boneca. Porque que? Porque é cultural? Só é cultural porque alguém um vez disse que era assim e esse costume se espalhou. E se a gente inventar costumes melhores que se espalhem? Acho que foi essa a proposta do traga seu copo na Fugere. Eu não estou acostumando à isso e acredito que muita gente também não, mas agora quero levar meu copinho até pros eventos abertos que não me exijam isso. Como já disse, pra mim é um ato simples, imagina se outras pessoas também pegam esse hábito? Quando lixo a menos podemos deixar de produzir... E tu, consegue carregar teu copo por um mundo melhor?




  Ficou curioso pra conferir mais sobre essa tal Fugere? Tem mais fotinhos do evento clicando aqui.



  Xo-xo, Wag.