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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Você pode melhorar o mundo carregando um copo


   Gente, esse post demorou mais do que eu gostaria pra sair, vida de universitário continua corrida mas sem mimimi, vamos ao que interessa. Hoje vou compartilhar com vocês algo muito bacana que vi na Fugere Urbem III, onde produtores locais apresentaram seu trabalho sustentável de algum forma e a sua arte (sim, foi mais uma overdose cultural). O evento aconteceu na Vila Flores em Porto Alegre no último dia 15, com produção do Projeto Vuelta al Mundo. Um pedido simples deles me relembrou que a gente PODE SIM melhorar o mundo a nossa volta aos pouquinhos, com pequenas atitudes. Só não pode cair naquele discurso de que “Ai, a coisa tá tão feia que não tem mais solução.” Pra mim isso é papo estimulado pelos “caras” que não tem interesse em mudar o sistema.


   Voltando à Fugere Urbem (do latim, “fugir da cidade”), sugere algo que se desligue da vibe louca que a gente vive nas metrópoles, num clima mais tranquilo, uma vibe de paz. Pois foi EXATAMENTE isso que eu senti na Vila. Fomos uma amiga e eu, porque viver uma experiência legal e dividir é muito legal sim, mas analisando agora, mesmo que eu se estive desacompanhado, o pessoal que frequenta o local é muito receptivo e quando vi já trocava ideia com duas meninas desconhecidas sobre qual cerveja eu deveria provar, já que haviam mais de quatro produtores artesanais lá.

   E é aqui onde quero chegar! Quando tu vai num evento aberto, geralmente te servem bebida no que? Nos que eu vou, por mais legais que sejam, sempre sou servido num copo plástico que é usado e descartado. Eu não jogo lixo na rua, o meu remorso de contribuir pra um planeta pior seria colossal. Mas nem todo mundo pensa assim, aliás, muita gente acha que um copinho a mais no chão não vai fazer diferença. Pois bem, na Fugere fez! Espia só a quantidade de gente que curtiu a festança...

   
   E agora olha como ficou o chão um dia depois do evento...



   Não, eles não limparam! Esse chão limpo que vocês tão vendo é contribuição das pessoas que participaram da festa, por um pedido simples que os organizadores fizeram:

   TRAGA SUA CANECA (NÃO TEREMOS COPOS PLÁSTICOS)! O EVENTO VISA NÃO PRODUZIR LIXO, C O L A B O R E!

   Ai tu pode vir me dizer o seguinte: Mas Wagner, eles podem deixar de vender por não terem copos, e poxa, chato ter que carregar um copo pro evento né?
Eu acredito que, se tu quer algo vai ter que se esforçar pra alcançar. Logo, se eu quero um planeta melhor preciso fazer algumas coisinhas, por menores que sejam (tipo levar meu próprio copo num evento) pra contribuir pra uma vida melhor. Essa foi a terceira edição do evento e pelo que percebi o pedido de trazer próprio copo pra beber vem das edições anteriores. Escolhi falar sobre esse copo porque temos o maldito costume de colocar a culpa de manter certos hábitos na cultura. Quantas vezes tu já não deve ter ouvido algo do tipo: Menino brincar com carrinho e menina boneca. Porque que? Porque é cultural? Só é cultural porque alguém um vez disse que era assim e esse costume se espalhou. E se a gente inventar costumes melhores que se espalhem? Acho que foi essa a proposta do traga seu copo na Fugere. Eu não estou acostumando à isso e acredito que muita gente também não, mas agora quero levar meu copinho até pros eventos abertos que não me exijam isso. Como já disse, pra mim é um ato simples, imagina se outras pessoas também pegam esse hábito? Quando lixo a menos podemos deixar de produzir... E tu, consegue carregar teu copo por um mundo melhor?




  Ficou curioso pra conferir mais sobre essa tal Fugere? Tem mais fotinhos do evento clicando aqui.



  Xo-xo, Wag.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Primeiro post, overdose cultural e jazz com guloseimas.

     


     Oi gente, sou o Wagner, mais um ser gerador de conteúdo aqui pro Vinte e Oito e pensei bastante sobre o que falar na minha primeira postagem. Logo me veio na cabeça contar sobre a viagem mais legal que já fiz pra vocês, interagir com outras culturas mexe comigo de verdade, mas é tanta coisa que decidi compartilhar mais pra frente. Pensei também em falar sobre como é morar fora da casa dos pais, mas deixei isso anotado pra uma série de outros textinhos também. Nessa angústia de não saber por onde começar acabou que não tinha decidido a primeira coisa que iria compartilhar com você... ...até sábado passado!
     Vi o dia lindo e ensolarado que eu tinha disponível para fazer o que quisesse aqui no sul e fui checar a lista de eventos que eu confirmo presença no Facebook, mesmo sem comparecer em metade deles (e vou explicar o porquê disso em outra postagem), limpei a casa pela manhã e de tarde saí correndo pra minha amada Porto Alegre. Lá rolou o Arteando C, um festival de arte e muitas atividades culturais realizado pelo CC100, com apoio do Distrito C e Casa Cultural Tony PetzholdEu costumo participar de eventos culturais sempre que sobra um tempinho, adoro ver artes, intervenções de teatro, apresentações musicais e velharias. Vou contar pra vocês, nunca tinha participado de um evento com uma programação tão variada e atividades durante tanto tempo seguido. Foi a primeira vez que fui ao local e fiquei encantado com a estrutura deles. O CC100 funciona em um casarão reformado e tem diversos espaços, que são ligados por uma escada cheia de frases motivacionais pra quem exercita o pensar fora da caixa. Se a escada já é inspiradora, imagina o resto...


     Logo no primeiro espaço estavam as vendinhas alternativas, tinha desde alpargatas com estampas lindas, até objetos em cerâmica, brigadeiros e fanzines. Eu me apaixonei por um livreto chamado Intervencionismo Urbando, com fotografias de diversos grafismos do artista Luiz Vargas (TRIDENTE) espalhados pelas ruas de Porto Alegre. Como trabalho com design gráfico, comprei por 12 pilas (1 pila = R$ 1,00 aqui no sul) pra acrescentar na minha estante de referências.


     Sou uma pessoa que adora subir nas coisas só pra ver como é a vista lá de cima, por isso fui até o segundo andar do prédio, onde tinha uma varanda linda e eu, de detalhista que sou, já fiz um clique da paisagem e da ilustração linda da parede. Ali também tinha um outro espaço onde aconteceram durante a tarde várias interações, a primeira que assistimos foi uma apresentação da história do violão. Fiquei comovido com as cantigas que o apresentador tocava pra demonstrar cada evolução do instrumento. Mais tarde também assisti  uma oficina de ballet com o pessoal do Casa Cultural Tony Petzhold e houveram ainda outras que não consegui ver porque fui conferir as demais atividades do evento. Pensa gente! 


     Tinha tanta coisa bacana que eu tive que escolher e optei pela oficina de fanzines com o pessoal da Quarto Ambiente. Eles mostraram várias publicações e abriram pro pessoal colocar a mão na massa e criar o seu próprio fanzine, bem legal. Só não criei o meu porque de novo queria ver as outras atividades paralelas também.


     Voltando pra entrada do CC100, tinha a popup store da Moka&Monk, um café muito amor com várias comidinhas legais. Eu e o amigo que me acompanhou amamos o espaço e comentamos que seria legal se o café fosse fixo ali naquele ponto. Foi aí que o dono nos interrompeu e disse que na semana que vem eles começam as obras pra se instalarem ali de vez. Já combinamos de voltar pra um café num dia mais frio. Fica a dica! Enquanto meu amigo esperava o pedido dele, aproveitei pra fuçar numa caixa da Calafia Art Store, com artes de artistas diversos. Uma pena eu estar em fase de contenção de gastos, pelo menos levei um postal free com uma aquarela bem colorida da Paula Plim. Adoro postais e minha casa tem um varal cheio deles, mas isso é assunto pra outro dia.


     Como eu contei, foi uma overdose de cultura e quando eu achava que não tinha mais, tinha. Comprei dois chopps bem gelados da Hosrt&Biermann e sentei nas mesinhas da calçada pra assisitir a apresentação da Luana Fernandes e Banda (a voz da garota é incrível, não queria mais sair dali) e depois ainda teve uma apresentação de teatro com uma moça que me fez rir muito. Me apaixonei pelo sofá que tinha ali (sim, na calçada mesmo) pra se recostar e assistir tudo que acontecia. Só não me acomodei nele porque não queria tirar o lugar do dog fofo da foto.
     Não contente com toda essa imersão cultural, ainda passamos em outro evento no Grovahoolic, um bar e café onde tava rolando o Jazz, Blues & Guloseimas e essa foi a 27ª edição (apenas morrendo por não ter descoberto essa preciosidade antes). Sou amante de jazz e ficamos lá conhecendo o ambiente que além do bar tem uma lojinha de discos de vinil e um estúdio de tattoo que vai inaugural logo. E pra fazer jus ao nome do evento, tinha um moço muito simpático distribuindo guloseimas. Tirei um pirulito chupetinha que me fez muito feliz.


     Bom, acho que listei tudo que consegui ver nesse fim de semana. Foi um sábado ensolarado lindo, com muitas coisas que eu gosto pra compartilhar com vocês. Tenham uma boa semana e volto a falar assim que sobrar um tempinho.

     Xo-xo, Wag.

terça-feira, 24 de março de 2015

Zaz em Porto Alegre

       Quem nos acompanha no Instagram e no Facebook sabe que recentemente, em parceria com o blog 2FSHN, fizemos uma postagem sobre o próximos shows mais legais que iam acontecer em Porto Alegre (clica aqui pra conferir). Partindo disso, a Ana Paula Fiedler entrou em contato conosco e disponibilizou fotos exclusivas que ela tirou no show, quinta passada.


       Pra quem não conhece ou nunca ouviu falar: Zaz é uma cantora natural de Tours, na França. Ela mescla música francesa com gypsy jazz, soul e acústico. Bastante conhecida pelo seu single "Je Veux", que você pode conferir aqui embaixo:


      Ela já tem 3 álbuns lançados e a turnê que passou aqui pelas nossas terrinhas é pra promover o último, intitulado "Paris". Saca só o que a Ana, responsável pelos cliques disse sobre o espetáculo: "O que eu posso dizer, das minhas impressões, é que a Zaz é uma artista muito intensa, se entregou muito no palco, ela tem gestos e constrói uma interpretação bem expressiva. Se observarmos as letras das músicas dela já percebemos que ela tem essa energia forte e densa.". Legal né? E agora a melhor parte, as fotos! Confiram em primeira mão as imagens exclusivas:

 Esse é o Bastian Baker, um suíço incrível e talentoso que abriu calorosamente o show da Zaz.





Quem pode ir e presenciou de pertinho esse show magnífico? Gostaram das fotos? Todas foram de autoria da Ana Paula Fiedler (Pulsar Fotografia). Não deixa de mandar pros amigos e compartilhar, viu?

terça-feira, 3 de março de 2015

​A trouxa e uma dança que cansa girar


      Como estamos sempre dando ênfase nos artistas regionais, aqui vem uma dica musical que vai fazer a sua cabeça! A Lítera nasceu no bairro Sarandi em Porto Alegre, antes mesmo de ter esse nome. Em 2007, a banda participou do Festival de Música de Porto Alegre e foi finalista com a música ' Lá se foi ' (clica aqui pra dar uma conferida) que fez parte da coletânea do festival. 


       O primeiro álbum deles, chamado " Um pouco de cada dia " (2009), foi escolhido como Melhor lançamento de banda gaúcha pelo site do ClicRBS. No ano seguinte, o clipe da música 'Lá se foi ' estreou no canal MTV. Canções da banda estão também nas coletâneas Primavera Pop Rock (2011), da Rádio Pop Rock, e O Velho O Novo (2012), da Rádio Ipanema.



       Além de música, a banda também se envolve com história. Em 2013, a Lítera iniciou o atual projeto inspirado no romance e nas cartas trocadas entre o Imperador Dom Pedro I e a Marquesa de Santos. Esse, que é o mais famoso relacionamento extraconjugal da história do Brasil, aconteceu de 1822 a 1829. Muito tri, né?


   
       E hoje, A banda Lítera lança seu mais novo clipe. A música escolhida foi ‘Bercy’, parte do trabalho inspirado no romance entre o Imperador Dom Pedro I e a Marquesa de Santos. Em primeira mão, o Vinte e Oito traz pra vocês o videoclipe completo:


       O novo clipe traz o contraponto da saga que escandalizou o primeiro império no Brasil. Enquanto o roteiro do videoclipe de ‘Domitila’, lançado anteriormente, trouxe uma pessoa mais forte se libertando, em ‘Bercy’, a interpretação deixa à mostra todas as cicatrizes dessa relação. A atriz Gisela Sparremberger, do bem-sucedido projeto ‘Coisas que Porto Alegre fala’, é a Domitila contemporânea nesse clipe e mostra numa atuação visceral a tradução do fim de um relacionamento.

Gisela Sparremberger encarnando o papel em Bercy - Foto: Lucas Cunha

        André Neto, vocalista, comenta: “O clipe só poderia ser assim, é uma música no feminino, é uma canção melancólica mas popular. É uma verdade que dói escutar ou dizer, é crua e transparente, e esse paralelo com o passado só poderia ser representado com alguém da nossa geração. É um sentimento que não mudou com o tempo.” Quem assina mais uma vez a produção e narrativa, assim como em ‘Domitila’, é diretor Lucas Pinto.

Divulgação. Foto: Lucas Cunha

       Não deixa de Assistir o teaser do videoclipe e ouvir 'Bercy' no soundcloud. Pra quem se interessou, O segundo disco da Lítera, “Caso Real”, tem previsão de lançamento para o final de 2015. Algumas faixas já podem ser baixadas gratuitas no site. Mas e aí? Curtiu a banda? O que achou do vídeo novo? Não deixa de comentar com a gente, hein.

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