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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Indicação de artista: Ilustra, Lu

Luiza Souza, mais conhecida como Ilustralu, é uma artista do Rio Grade do Norte que vem conquistando o coração da galera da internet há um tempinho. Lu expressa sobre seu cotidiano, seus gostos, sentimentos e até mesmo sobre feminismo em suas ilustrações.


O mais legal é que ela consegue transferir para os quadrinhos coisas que, tenho certeza, você vai se identificar com a maioria. Sabe aqueles desenhos que você vê e sente vontade de fazer pôsteres para enfeitar a casa inteira? Então, a Lu passa essa vibração boa!





Tive a oportunidade de bater um papo com ela e conhecer mais sobre seu trabalho. Confira:


Como e quando você começou a desenhar?

Eu sempre gostei muito de desenhar, desde muito criança. Era uma coisa que me fazia muito bem, sabe? Até chegar a universidade, os interesses em um milhão de coisas novas, montei alguns projetos, arrumei uns empregos e deixei a coisa de desenhar um pouco de lado no meio da rotina que eu achava que era de gente grande. Até que, no fim de 2013, eu sofri um acidente meio grave que me tirou da correria, me fez sair do emprego, me afastar dos projetos que eu tinha, pra passar um bom tempo de castigo, comigo mesma, sem sair da cama e eu pensei: Se eu não fizer algo pra me distrair, vou enlouquecer! Tudo o que eu consegui foi um caderno em branco e algumas canetas legais, recomecei a desenhar e, desde então, não parei mais. 
Você fez ou faz algum curso de arte?
Eu tô terminando o curso de Publicidade. Nunca frequentei escola ou cursos de arte, ainda que me aproveitasse de cada matéria que a UFRN me oferecesse como optativa no departamento de artes, ou oficinas ligadas à ilustração ou quadrinhos. 
Quais são seus planos para o futuro? Pretende continuar desenhando?
Desenhar é uma das melhores coisas do mundo, pra mim. Eu quero continuar fazendo quadrinhos, continuar trabalhando com isso, continuar fazendo o que eu faço com vontade de verdade. O legal de trabalhar com ilustração é que tudo o que você faz vira uma conversa com quem tá ali observando, acho isso muito mágico - e ainda me sustentar dessa mágica, ave, só amor.
Qual sua ilustração favorita? a que você tem mais orgulho de ter feito.
Tem uma página do zine de Marcela que, sem dúvida, é a minha preferida. Ela olhando pro espelho e conversando sobre a imagem que tem de si mesma. 



Fale um pouco sobre sua posição quanto ao feminismo.

O cotidiano é o que mais inspira o meu trabalho e o feminismo não ia ficar de fora disso. O Contos Rabiscados para Corações Maltrapilhos (quadrinho que eu lancei pela Editora Tribo, no fim do ano passado) tem o protagonismo feminino que eu queria de ter lido em mais histórias em quadrinhos. Eu escrevi, desenhei e revisei mil vezes cada uma delas, na esperança de que elas parecessem tão presentes, tão fortes, tão interessantes e tão falíveis em sua condição de ser humano quanto as mulheres que eu conheço e admiro. O zine “Marcela, mulher, melhore!”, sobre questões como a auto-aceitação, feminismo e algumas tretas da vida da gente. Tô amando dar voz a esse tipo de representação, fico ainda mais apaixonada pela personagem quando alguém vem conversar comigo dizendo que se identifica e não poderia estar mais feliz com esse trabalho. <3
Você tem alguma dica para quem pretende seguir carreira no mesmo ramo que o seu?
Pro pessoal que quer seguir na mesma onda, é bom avisar que não é fácil, mas é bem gratificante. Tem que estudar, construir suas referências, botar muita energia e vontade no que você faz, que uma hora, vale a pena. <3  

E, por último, um desenho que ela fez inspirado na série Orange is the new black :)




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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Primeiro post, overdose cultural e jazz com guloseimas.

     


     Oi gente, sou o Wagner, mais um ser gerador de conteúdo aqui pro Vinte e Oito e pensei bastante sobre o que falar na minha primeira postagem. Logo me veio na cabeça contar sobre a viagem mais legal que já fiz pra vocês, interagir com outras culturas mexe comigo de verdade, mas é tanta coisa que decidi compartilhar mais pra frente. Pensei também em falar sobre como é morar fora da casa dos pais, mas deixei isso anotado pra uma série de outros textinhos também. Nessa angústia de não saber por onde começar acabou que não tinha decidido a primeira coisa que iria compartilhar com você... ...até sábado passado!
     Vi o dia lindo e ensolarado que eu tinha disponível para fazer o que quisesse aqui no sul e fui checar a lista de eventos que eu confirmo presença no Facebook, mesmo sem comparecer em metade deles (e vou explicar o porquê disso em outra postagem), limpei a casa pela manhã e de tarde saí correndo pra minha amada Porto Alegre. Lá rolou o Arteando C, um festival de arte e muitas atividades culturais realizado pelo CC100, com apoio do Distrito C e Casa Cultural Tony PetzholdEu costumo participar de eventos culturais sempre que sobra um tempinho, adoro ver artes, intervenções de teatro, apresentações musicais e velharias. Vou contar pra vocês, nunca tinha participado de um evento com uma programação tão variada e atividades durante tanto tempo seguido. Foi a primeira vez que fui ao local e fiquei encantado com a estrutura deles. O CC100 funciona em um casarão reformado e tem diversos espaços, que são ligados por uma escada cheia de frases motivacionais pra quem exercita o pensar fora da caixa. Se a escada já é inspiradora, imagina o resto...


     Logo no primeiro espaço estavam as vendinhas alternativas, tinha desde alpargatas com estampas lindas, até objetos em cerâmica, brigadeiros e fanzines. Eu me apaixonei por um livreto chamado Intervencionismo Urbando, com fotografias de diversos grafismos do artista Luiz Vargas (TRIDENTE) espalhados pelas ruas de Porto Alegre. Como trabalho com design gráfico, comprei por 12 pilas (1 pila = R$ 1,00 aqui no sul) pra acrescentar na minha estante de referências.


     Sou uma pessoa que adora subir nas coisas só pra ver como é a vista lá de cima, por isso fui até o segundo andar do prédio, onde tinha uma varanda linda e eu, de detalhista que sou, já fiz um clique da paisagem e da ilustração linda da parede. Ali também tinha um outro espaço onde aconteceram durante a tarde várias interações, a primeira que assistimos foi uma apresentação da história do violão. Fiquei comovido com as cantigas que o apresentador tocava pra demonstrar cada evolução do instrumento. Mais tarde também assisti  uma oficina de ballet com o pessoal do Casa Cultural Tony Petzhold e houveram ainda outras que não consegui ver porque fui conferir as demais atividades do evento. Pensa gente! 


     Tinha tanta coisa bacana que eu tive que escolher e optei pela oficina de fanzines com o pessoal da Quarto Ambiente. Eles mostraram várias publicações e abriram pro pessoal colocar a mão na massa e criar o seu próprio fanzine, bem legal. Só não criei o meu porque de novo queria ver as outras atividades paralelas também.


     Voltando pra entrada do CC100, tinha a popup store da Moka&Monk, um café muito amor com várias comidinhas legais. Eu e o amigo que me acompanhou amamos o espaço e comentamos que seria legal se o café fosse fixo ali naquele ponto. Foi aí que o dono nos interrompeu e disse que na semana que vem eles começam as obras pra se instalarem ali de vez. Já combinamos de voltar pra um café num dia mais frio. Fica a dica! Enquanto meu amigo esperava o pedido dele, aproveitei pra fuçar numa caixa da Calafia Art Store, com artes de artistas diversos. Uma pena eu estar em fase de contenção de gastos, pelo menos levei um postal free com uma aquarela bem colorida da Paula Plim. Adoro postais e minha casa tem um varal cheio deles, mas isso é assunto pra outro dia.


     Como eu contei, foi uma overdose de cultura e quando eu achava que não tinha mais, tinha. Comprei dois chopps bem gelados da Hosrt&Biermann e sentei nas mesinhas da calçada pra assisitir a apresentação da Luana Fernandes e Banda (a voz da garota é incrível, não queria mais sair dali) e depois ainda teve uma apresentação de teatro com uma moça que me fez rir muito. Me apaixonei pelo sofá que tinha ali (sim, na calçada mesmo) pra se recostar e assistir tudo que acontecia. Só não me acomodei nele porque não queria tirar o lugar do dog fofo da foto.
     Não contente com toda essa imersão cultural, ainda passamos em outro evento no Grovahoolic, um bar e café onde tava rolando o Jazz, Blues & Guloseimas e essa foi a 27ª edição (apenas morrendo por não ter descoberto essa preciosidade antes). Sou amante de jazz e ficamos lá conhecendo o ambiente que além do bar tem uma lojinha de discos de vinil e um estúdio de tattoo que vai inaugural logo. E pra fazer jus ao nome do evento, tinha um moço muito simpático distribuindo guloseimas. Tirei um pirulito chupetinha que me fez muito feliz.


     Bom, acho que listei tudo que consegui ver nesse fim de semana. Foi um sábado ensolarado lindo, com muitas coisas que eu gosto pra compartilhar com vocês. Tenham uma boa semana e volto a falar assim que sobrar um tempinho.

     Xo-xo, Wag.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Aquelas coisas ecológicas e criativas

       Não é de hoje que o termo sustentabilidade é mega conhecido, que sabemos da preocupação da galera com o futuro do planeta, que as iniciativas ecologicamente corretas estão ganhando força, e que o pessoal usa toda a criatividade para desenvolver ideias sustentáveis. Durante os últimos dias vimos como essa onda anda crescendo, notamos coisas que por vezes acabam passam despercebidas na correria diária. E assim trouxemos para vocês um post recheado de ideias criativas e sustentáveis, confere!



Plante o Futuro

       Uma das nossas marcas prediletas, a Budha Khe Rhi, inovou ao substituir a tag (etiqueta) das roupas comum por uma que carrega sementes. Essa é uma das várias ações desse tipo realizada pela marca, que é conhecida por unir conforto, moda e sustentabilidade. 


       Nós resolvemos seguir a dica e plantamos uma das nossas tags, quando a plantinha nascer postamos mais fotos! Caso você também queira uma roupa super estilosa, e entrar na campanha "Plante o futuro", vá até a Soho Store (Caxias do Sul) e compre sua peça da BKR.


Puro Amor

       A dona da marca Balangandã, nossa parceira, Joice Oliveira, resolveu inovar ao lançar seus cartões de visitas handmade. Seguindo a mesma proposta da marca, ela decidiu fazer os cartões artesanalmente. Para isso, usou carimbos personalizados, papéis coloridos e finalizou com um coração de crochê feito por ela mesma. Um amor, né? 


Menos lixo nas ruas

        A Project Play, também nossa parceira, surpreendeu a todos ao lançar os "flyers premiados". A ideia surgiu ao perceber o lixo que a panfletagem acabava produzindo, assim a galera inovou ao distribuir alguns flyers com cortesias para as festas da produtora. A descoberta se o panfleto é ou não premiado é feita através do escaneamento do QR Code presente no mesmo. No momento estão circulando pela cidade flyers da próxima festa da produtora, a Premium.